08/05/2008

Quase-Mãe-Outra-Vez

E ainda me sinto tão filha...
Por isso ando sempre com o telemóvel junto a mim para ligar à minha mãe
-não vá ter alguma contracção mais regular;
- não vá perder o rolhão mucoso algures por aí;
- não vá desatar a escorrer-me àgua pelas pernas;
porque a minha mãe está sempre disponível para me ir levar-buscar-trazer ao hospital e levar-trazer-buscar o Biscoito à escola e a casa dela e à minha e porque é a única que sabe perfeitamente quais são as roupinhas para o Outro Biscoito vestir mal acabe de nascer, sem nunca sequer ter visto o que é que eu pus na mala da maternidade.
Não é maldade, mas a minha cara-metade nem sempre me pode atender o telefone e nem sempre vai de carro para o emprego.
A minha mãe é simplesmente mais rápida.

04/05/2008

Domingo de Mãe



Apesar de não me lembrar de alguma vez ter ido a correr comprar um presente para a minha mãe só porque era dia da mãe, lembro-me de lhe fazer presentes na escola e de lhe levar o pequeno almoço à cama - normalmente torradas queimadas e leite sem café, que ela agradecia encarecidamente e fingia comer enquanto eu e a minha irmã víamos desenhos animados.
Nunca me senti obrigada a ter de passar o dia com a minha mãe, e muito menos comprar-lhe um presente. As decorações das montras e os anúncios alusivos à data, tal como os do dia do pai, passam-me ao lado.
Agora derreto-me com os presentes que o Biscoito faz na escola para me oferecer e mal consigo esperar para que o Outro Biscoito comece também a fazer pequenas maravilhas que só eu acho perfeitas e absolutamente preciosas.
Por falar nisso, e já que vou jantar a casa da minha sogra (porque o meu mais-que-tudo se sente nessas obrigações todas) vou ligar à minha mãe.

28/04/2008

Douro


Há mais de dez anos, apanhei este mesmo combóio para ir ver umas gravuras que não sabiam nadar. Por causa do calor, abri as portas e sentei-me nos degraus a ver o rio a passar e sentir o vento quente na cara. Este fim de semana, da outra margem do rio, também abri a janela do carro para ver o rio a passar e sentir o vento quente na cara.
Desta vez, também o meu filho abriu a janela do carro com o mesmo propósito e eu pensava se daqui a mais ou menos dez anos ele não faria o mesmo que eu, de apanhar este mesmo combóio e sentar-se nos degraus da porta a ver o rio a passar e sentir o vento quente na cara.
Ver o Douro ao pôr-do-sol num abril quente quente e sonhar com o regresso em setembro, com mais um filho ao colo, as àguas do rio, as vinhas nos montes e um silêncio interior de quem de repente, se apercebe de que o tempo passa, as àguas passam, o combóio e os barcos passam, mas cá dentro, no silêncio de nós, somos sempre daquela idade de nos maravilharmos com tudo e acharmos tudo sempre tão perfeito.
E enquanto um filhote ía "tabalhare" com galinhas e cães e pinhas a fazer de bola, os pais íam namorar e sonhar em largar tudo para ir viver ali para ao pé do rio, talvez um dia nos tornemos vinhateiros, quem sabe, era bom para os miúdos, olha que bonito ali ao fundo aquela curva do rio, as cerejas e as laranjas, temos de cá vir mais vezes, que bem que se está no campo...

...que bom que é estares aqui comigo, estarmos aqui todos.

14/04/2008

3


...foi a conta que Deus fez! Como crescem estes miúdos...

Parabéns ao Biscoito nesta data querida, que recebeu um combóio novo logo pela manhã e um bolo com velas para levar para a escola;

e parabéns a mim só porque sim. Pim!

05/04/2008

Fomos à praia

e passámos a melhor tarde da semana.